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Novo critério para o dimensionamento de blocos de fundação com pilares associados

Continuando na linha de novos recursos relacionados ao dimensionamento de fundações, a release 3 também contará com uma novidade em relação ao dimensionamento de blocos com pilares associados. Agora, estes blocos passarão a ter armaduras negativas dimensionadas pelo Método de Ruptura, que segundo Souza (2004) nada mais é do que uma aplicação particular do Método das Bielas utilizado para o cálculo de armaduras transversais em vigas de concreto armado.

No Método de Ruptura, basicamente assume-se que o bloco de fundação se comporta como uma viga sobre apoios simples (estacas), podendo ser adaptada a teoria elástica para a determinação dos esforços e das armaduras resistentes. A representação da transmissão de carregamentos no elemento para a obtenção dos esforços segundo este modelo, pode ser visualizada na imagem a seguir:

 

Figura 1 – Representação do Método de Ruptura para o dimensionamento de blocos com pilares associados

A partir deste novo recurso, as ações transmitidas dos pilares ao bloco devem ser obtidas através das combinações de ações de fundações, considerando as resultantes de cada pilar de forma separada.  Neste contexto, vale destacar que até o momento o programa tratava os pilares associados como um pilar equivalente e calculava a ação transmitida ao bloco como sendo proveniente de apenas um pilar.

Este novo método de cálculo tornou o dimensionamento de blocos de fundação com pilares associados mais refinado, trazendo como consequência direta a redução da altura do bloco, o que tende a viabilizar e facilitar a execução de elementos mais solicitados e com pilares associados em situações mais peculiares.

Além desse novo critério de dimensionamento, foi incluída para essas fundações a opção de dimensionar e detalhar uma armadura superior no bloco, conforme pode ser visualizada em destaque na imagem abaixo:

Figura 2 – Detalhamento de bloco com pilares associados com armadura superior

A armadura superior normalmente tem função construtiva, sendo recomendada pela NBR 6118 para blocos de grandes volumes. Em blocos associados, caso haja variação significativa entre as cargas dos pilares que nascem no bloco é provável que ocorram momentos negativos entre os pilares e nessa situação, a armadura superior perde a função meramente construtiva, passando a ser dimensionada para combater este momento negativo.

 

Fonte: Souza, Rafael Alves de Concreto estrutural: análise e dimensionamento de elementos com descontinuidades / Rafael Alves de Souza. — ed. rev. — São Paulo, 2004.

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Comentários
  • Jeancarlo Ribas

    Bom recurso… foi ótimo dar um tempo no BIM BIM BIM BIM

    Em tempo, as sapatas de divisa com viga alavanca não funcionam… em nenhuma hipótese… tem galho lá

    O bloco de divisa ta xuxu…

    Abraço

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    • Micheli Mohr Koerich

      Olá Jeancarlo! Não temos nada reportado sobre a viga alavanca… a que situação vc se refere quando comenta que não funciona?
      Sobre o bloco de divisa, obrigada pelo retorno! Muito bom saber que o recurso está sendo útil! =)

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  • Renato Aurelio

    Solicito um esclarecimento / confirmação:
    – a resultante das forças permanece atuando no CG do bloco e não do centro de carga – confere ?

    Outra: Algum motivo / critério de dimensionmento que justifique a falta de transpasse da Armadura de Pele no bloco, como ocorre no exemplo do recurso anterior ?

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    • Micheli Mohr Koerich

      Olá Renato, tudo bem? Sobre a resultante de forças… no método de ruptura implementado no programa para a obtenção da armadura negativa na fundação, não existe esse conceito de CG das cargas. Neste método o momento negativo na fundação é obtido de acordo com a posição onde estão as cargas (não existe transferência das cargas pro CG do bloco).
      De todo modo, para o cálculo das armaduras positivas os critérios anteriores continuam os mesmos, com a transformação das cargas que atuam sobre o bloco em uma única carga centrada (sendo calculada uma carga momento, nesse caso).
      Em relação ao traspasse do estribo horizontal, a armadura costuma ser uma única barra, dependendo do tamanho do bloco, que foi o caso do exemplo deste post. No post anterior o bloco tinha dimensões elevadas e por isso não seria possível detalhar uma única barra pro estribo. Neste caso a barra teve que ser cortada e, por isso, na montagem deve ser atendido o traspasse.

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  • Rodrigo Rocha Carvalho

    Aí sim. Esse é um bom melhoramento do recurso. Que venham outros mais.

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    • Micheli Mohr Koerich

      Bom dia, Rodrigo! Que bom que gostou! O conjunto de todas essas novidades certamente representa um refinamento no dimensionamento das fundações! Obrigada pelo feedback! =)

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